Viva la Vida!

     

Sexta-feira, Dezembro 30, 2005


Slogans
Na primeira vez em que viajei por um país da América do Sul, uma das coisas que mais me chamaram a atenccao foi a semelhancca das frases pichadas nos muros das grandes cidades. Slogans como "Fora FMI" e outros bordoes anti-imperialistas decoravam as ruas ao lado de melosos "Fulana, te adoro. Fulano". Foi por aí que se deu a minha primeira conexao com meus hermanos latinos. Com o tempo, fui descobrindo outras. A música, a intensidade no falar e no sentir, o gosto pelas cores fortes, a música... Até que, desta vez, encontrei outra semelhancca: as frases de camiseta. Coisas como "Economize água. Beba cerveja" ou "Instrutor de sexo. Primeira aula grátis" desfilando nos peitos dos garotos locais.
Aí nao dá, né? Essa coisa de coincidencias Brasil - América Latina já está indo longe demais.


Bogotá - Santa Marta
A despeito dos conselhos por voar, decidimos percorrer o trajeto Bogotá - Santa Marta em onibus. As 16h deviagem foram... emocionantes. O maior problema nao foi uma emboscada das FARC, como nos haviam alertado. As estradas colombianas sao pessimas em varios trechos e o motorista passou metade do tempo dirigindo na contra-mao, ultrapassando tudo o que aparecia pelo caminho -- assim que aparecia. Dentro do onibus, o ar-condicionado a ponto de congelar, a crianccada gritando e música. A noite toda ao som de salsa, cumbia e todo tipo de musica caribenha, acompanhada com entusiasmo por boa parte dos passageiros.
Na Colombia, viajar é uma festa.

Natal em Bogotá
Cheguei e dormi. Nem a festa animada que rolou até tarde no hotel me fez deixar a cama no dia 24. Só fui armar a micro árvore de Natal que trouxe especialmente para a ocasiao no dia seguinte.
Foi só no dia seguinte também que notamos como a cidade estava decorada para o Natal. Bogotá é uma grata surpresa. Encontramos quase tudo fechado por conta das festas. Nao deu para ver o Museu do Ouro, nem a Coleccao Botero, mas deu para ter uma boa ideia do excelente trabalho de restauraccao da área da Candelaria, que transformou a regiao central da cidade num agradavel espacco para caminhar, apreciar a arquitetura e a simpatia das pessoas. Do pouco tempo que tivemos por lah, gastamos quase uma hora tentando pegar um onibus para a rodoviária, onde tínhamos que comprar passagensa para Santa Marta. Nossa nobre tentativa de nos locomover usando apenas transporte local foi frustrada pela total incapacidade de conseguirmos a simples informaccao de por onde passava o tal onibus. Acabamos pegando um táxi.
Ainda deu para subir os quase dois quilometros ateh do monte Montserrat, um dos pontos mais altos da cidade. Isso, a 3 mil metros de altitude, quase acaba com a minha vida de viajante logo no primeiro dia. Mas a vista valeu.


Finalmente!
Vou comeccar a atualizar o blog.

Quarta-feira, Dezembro 14, 2005







MAUS, by Art Spiegelman
O que mais me impressiona, todas as vezes em que olho para esse e outros períodos da história, é ver a que ponto podemos chegar. Não os alemães, não os poloneses, não os judeus. Nós. Mostrar isso de forma tão crua e livre de estereótipos é o grande mérito da obra de Spiegelman, na minha opinião. Em MAUS, conceitos como bondade, egoísmo, maldade e generosidade não estão necessariamente ligados a um povo ou a uma nacionalidade. Nascem das pessoas.
Que vergonha.


Sexta-feira, Dezembro 09, 2005


A Reconquista
Desta vez saí dos Estados Unidos com a certeza de ter falado mais espanhol do que inglês.

Reflexões pós- I-Pod

Numa cidade em que
- Corpos humanos são movidos a café Starbucks
- Fiozinhos brancos saem dos ouvidos de metade das pessoas
- A outra metade fala sozinha (tá, algumas usam bluetooth)
Daria pra rodar um bom filme de terror.

Sim, sim, não foi à toa que Aligator, King Kong e Godzila deram uma passadinha por lá.




Não é justo com Nova York...

... mas voar da California para cá no outono dá vontade de pedir para o piloto dar meia-volta e encarar as seis horas de vôo com a maior boa vontade. Desta vez, demorou um pouquinho para virar a chave e admirar a beleza da cidade das sombras. Mas, no final, a gente até lembra que o sol está brilhando em algum lugar atrás dos prédios, abstrai o mal humor de todo mundo com quem tenta interagir e lembra que, num lugar que tem Metropolitan, MoMa, Guggenheim, Strand, Virgin e Central Park, até que dá pra se divertir.
(ai, que post esnobe!)

Não tem preço
Andar sozinha, à noite e sem precisar se preocupar com quem vem atrás de você.

"Muerto no es el que en paz descansa en la tumba fría. Muerto es el que tiene muerta el alma y vive todavía"
Frida Kahlo

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